Nos últimos 10 anos, cresceu 86% o número de resorts e parques com operações de timeshare no país, passando de 37 a 69 propriedades. Entre os grupos que aderiram ao modelo de negócio, empresas relevantes como a Aviva, o Beach Park e o Tauá. Já são +53 salas ativas de vendas e um VGV (valor geral de vendas) superior a R$ 2 bilhões ao ano.
Internacionalmente, as férias compartilhadas são um mercado superior a US$ 20 bilhões de vendas anuais, metade apenas nos Estudos Unidos, com a presença de players globais como a Disney, a Wyndham, a RCI, a Hilton e a Marriott. Um mercado com mais de 60 anos de histórico e quase 200 mil UHs nos EUA, 89% da oferta de resorts no país.
Sim, o timeshare é um mercado robusto e, no Brasil, ainda jovem, com apenas 25,9% dos resorts atuantes no modelo de negócio.
🙋🏽♂️ “Pedro, você está dizendo que todo resort e parque deveria ter timeshare?”
Não. Alguns elementos são fundamentais para uma operação sólida, o que começa com escala e atratividade do produto. Timeshare não é uma solução de funding ao seu negócio, mas sim um programa de fidelização de clientes. Logo, qualidade e boas experiências são inegociáveis. Para isso, produtos grandes têm muito mais facilidade de criar âncoras de entretenimento e diluir os investimentos em CapEx e em estrutura de vendas.
🙋♂️ “Além de um bom produto, o que mais preciso?”
A lista é extensa. Vamos aos principais pontos:
- Ter outros resorts e/ou afiliar-se a intercambiadoras: o conceito de escala não se refere apenas ao seu resort, outras opções de destino são desejáveis pelo cliente ao longo do tempo;
- Criar uma marca forte e desejada: além de boa qualidade, precisamos de experiências de impacto e notoriedade. Sem brand awarness a proposta de valor fica frágil;
- Benefícios e diferenciação: se faço parte de um seleto grupo, preciso sentir-me especial. Não apenas com preços diferenciados, mas também com proposta de valor. Serviços, áreas exclusivas, upgrades…
- Cultura forte: “sorrir com os olhos”, orgulho de pertencimento, engajamento e harmonia entre a operação hoteleira e a equipe de vendas. Tenha o controle da sua operação e estimule conexões humanas;
- Governança: metas claras e com alinhamento de interesse entre a equipe de vendas e uma operação eficiente, produtos bem desenhados, acompanhamento de KPIs internos e de mercado para reorganizar a rota. Tenha um asset manager;
- Estimule o uso: não basta vendermos, precisamos incitar o uso. Mais de 90% dos cancelamentos dos programas de férias são de clientes que não utilizam os seus produtos;
- Entregue a promessa da venda: se a experiência final do cliente é em linha com a sua expectativa, teremos um negócio saudável. Nos EUA, mais da metade vendas ;e de recompras, com clientes satisfeitos.
🙋🏾♀️ “E por que não há mais resorts e parques com operações de timeshare no Brasil?”
Nem todos precisam de timeshare, é importante deixarmos claro. Alguns resorts têm ótima ocupação e um mix de segmentação saudável. Já entre os produtos com ociosidade e/ou vendas indiretas majoritárias e tarifas negociadas com descontos superiores a 30%, certamente há oportunidades. Lembremos que, em média, o Brasil é um país de resorts com 60% de ocupação anual, enquanto nos EUA chega a 80%.
Quando não conhecemos o modelo, por instinto de defesa o negamos. Falemos sobre alguns MITOS relacionados ao timeshare:
- Mito 01 – As diárias do timeshare são muito baixas: sim, há um desconto. No entanto, ele é parcial. E as receitas de A&B são corrigidas anualmente, assim como a taxa de uso. Lembremos que o seu hotel já tem clientes com descontos superiores a 30% na tarifa (incluindo A&B);
- Mito 02 – A venda é cara e destrói valor: a venda custa em média 14,6% do VGV, verdade. Mas a antecipação de receita ajuda, inclusive, a viabilizar novos investimentos, em um país com custo de capital próximo a 20% ao ano. Analise o negócio a valor presente;
- Mito 03 – Timeshare compromete qualidade: resorts e parques com equipe de vendas bem treinada superam 90 em NPS. Se bem estruturado, o timeshare não afeta a qualidade da sua operação e, muitas vezes, permite melhorias de estrutura que o seu negócio não faria normalmente;
- Mito 04 – Os cancelamentos de venda corroem o resultado financeiro: o estudo setorial de timeshare, realizado pela Noctua em parceria com a RCI, indica cancelamento médio de 23%. Como toda média, há pontos fora da curva, com taxas próximas a 1 dígito.
🙋♀️ “Quero entender mais sobre o timeshare para o meu resort e parque!”
Participe do Share Summit 2026, evento promovido pela Noctua, em parceria com a Beta Advisory e o Hotelier News. Receberemos as principais operações de timeshare no Brasil para debater tendências e o real valor do negócio aos resorts e aos parques. E teremos pesquisas inéditas, com resultados sólidos referentes a mais de 50 operações no país.
Acesse a programação completa do evento e saiba mais no link abaixo:
https://www.sympla.com.br/evento/share-summit–2026/3284396
Share Summit 2026
13 de abril, no The Westin São Paulo.
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