O futuro do Revenue Management em parques, atrações e entretenimento

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Eduardo Martin

Eduardo Martin

18/05/2024

Revenue Management é uma área consolidada em diversos segmentos. Uma atividade que se desenvolveu no setor aéreo e foi adotada em diversos setores dentro e fora da cadeia de turismo, mas que ainda não alcançou sua maturidade no setor de parques, atrações e entretenimento.

Nos trabalhos da Noctua Advisory em revenue management com parques, as variáveis que se apresentaram mais representativas até o momento foram a gestão de capacidade, o clima e as oportunidades com receitas auxiliares. Entendamos alguns insights sobre cada uma delas.

Gestão de capacidade:

O setor de parques, atrações e entretenimento possui mais flexibilidade na gestão de capacidade do que a aviação e a hotelaria. Momentos de baixa demanda possibilitam o fechamento do produto, reduzindo os custos variáveis, muitas vezes induzindo a captura de demanda para outros períodos. Estratégias de capacidade devem ser usadas com cautela para não reduzir o share do produto e não impactar a experiencia do cliente, mas são uma alternativa que deve ser explorada de forma clara e estruturada.

Clima:

É um fator exógeno que impacta o setor com maior ou menor intensidade, dependendo da natureza da operação. Em estudos realizados pela Noctua foi identificada uma relação direta e marginalmente crescente entre temperatura e demanda, ou seja, a cada grau centigrado a mais, a demanda cresce e quanto mais quente mais rápido é esse crescimento. O setor deve estar preparado para atuar e reposicionar as estratégias de precificação de forma rápida e antecipada de acordo com as crescentes variações de clima.

Fonte: Noctua Advisory. Curva ilustrativa

Receitas auxiliares:

Segundo o Panorama Setorial de parques, atrações turísticas e entretenimento, desenvolvido pelo Sindepat e pela Adibra, em parceria com a Noctua, 43% das receitas dos Parques e Atrações turísticas em 2023 vieram de fontes de receitas distintas do ticket. Porém, o crescimento dessas receitas foi de apenas 6% em relação ao ano anterior, 2 pontos percentuais menor do que o crescimento do ticket médio, evidenciando uma oportunidade representativa e de urgente desenvolvimento.

Considerações finais:

Além dos fatores objetivos citados acima, o futuro do Revenue Management está sendo criado por uma transformação cultural, no qual:

“O RM precisa deixar de ser visto como área nas empresas e sim como protagonista para aplicação da estratégia e geração de resultado”.

A função do Revenue Management passa a ser a coordenação da cadeia de receitas, envolvendo todas as atividades que impactam a receita e alinhando as prioridades e ações para transformar a estratégia em resultados e entrega para o cliente.

Eduardo Martin

Eduardo Martin

Eduardo Martin é Associate Partner da Noctua, líder da divisão de Revenue Management e Advanced Analytics. Em mais de 20 anos de trajetória profissional, especialmente na aviação, foi responsável por uma carteira de receita de R$ 20 bi ao ano, pela implantação de 10+ sistemas de RM, por 2 BIs e pela gestão de uma equipe de mais de 100 analistas e programadores com o viés de automatização de processo e geração de receita incremental.

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