Na última semana, aconteceu no Rio de Janeiro a LASOS, Latin American Shared Ownership Summit, o principal evento de turismo compartilhado da América Latina, promovido pela RCI. Juntos, centenas de profissionais discutiram resultados recentes e tendências do setor.
Pela Noctua Advisory, apresentamos mais um conteúdo inédito, Entretenimento e turismo compartilhado: investimentos previstos e oportunidades.
Vamos aos principais insights?
Primeiro, alguns grandes números do turismo compartilhado
Destaques da nova edição da publicação Analisis y Perspectivas de la Propiedad Vacacional en Latinoamérica y el Caribe (AIF):
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Estados Unidos seguem na liderança global em vendas. Foram US$ 10,6 bilhões de VGV em 2023 (+0,9% vs 2022). Uma oferta total superior a 200 mil apartamentos e resorts que chegam a quase 80% de ocupação.
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América Latina aproxima-se dos norte-americanos. US$ 9,7 bilhões em vendas em 2023 (+11% vs 2022). Destaque ao México (US$ 6 bi), com o modelo de Travel Club (67% das vendas).
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Brasil aproxima-se a US$ 2 bilhões em VGV. Foram 151.238 vendas e mais de 300 empreendimentos. Por aqui, produtos de pontos e semanas flutuantes seguem na liderança.
Um olhar especial ao entretenimento
No estudo do Sindepat, da Adibra e da Noctua, já sabíamos que o mundo do entretenimento tinha 97 grandes projetos em desenvolvimento e 38,8% deles atrelados à hospitalidade. Agora, conheçamos melhor esses destaques:
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R$ 10 bilhões em novos empreendimentos pelo país. Total de 24 projetos com âncoras de entretenimento e componentes hoteleiros, especialmente de multipropriedade e timeshare.
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Parques aquáticos são a principal âncora. Representam 70,8% dos projetos em desenvolvimento, todos com estrutura aberta ao público geral.
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Família com crianças até 10 anos são o público-alvo. Especialmente, da classe B, com renda mensal familiar entre R$ 7,1 mil e R$ 22 mil.
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Apenas 21,7% dos projetos afiliados a redes hoteleiras. As marcas globais de entretenimento também estão pouco representadas. Oportunidades no ar!
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58,3% dos projetos já iniciaram as obras. E 83,3% possuem funding ao menos parcialmente equacionado.
Não, o evento não se resume a números
Na edição de 2023 da LASOS, destaquei diversos insights qualitativos sobre o evento. Entre eles, a obsessão por flexibilidade, o foco em benefícios e a construção de marcas e de uma cultura de resultados. Neste ano, uma das palestras que mais de chamaram a atenção foi sobre inovação, proferida pelo Andrea Iorio. Entre as suas mensagens, alguns destaques:
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Mente de principiante. Nem sempre as soluções inovadoras saem de especialistas. Tenhamos a inquietação de principiantes por procurar novos caminhos.
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Perguntar ao cliente o que ele quer não é o suficiente. As nossas referências de produto ideal geralmente são limitadas ao que conhecemos e não em produtos novos.
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Cometamos erros, mas apenas aqueles inteligentes. Não há inovação sem tentativa e erro, porém erros conhecidos são evitáveis.
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Quando foi a última vez que fez algo pela primeira vez? Permita-se quebrar as crenças limitantes que tudo seguirá como sempre foi.
Minha interpretação de tudo acima: apenas faremos diferente quando buscarmos fazer diferente. Normalizar resultados medianos não nos levará ao “next level”.
Sim, temos espaço para novos (e bons) projetos
E muito! O Brasil é um país continental, com um volume cada vez maior de novos projetos. E além de vendas, precisamos falar mais da experiência que entregamos aos nossos clientes. A materialização de bons projetos passa necessariamente por uma boa operação. Logo, estruturemos não apenas uma máquina de venda, mas também uma máquina hoteleira e de entretenimento para materializar a viagem dos sonhos no turismo compartilhado.
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