Assim como no ano passado, após visitar a IAAPA Expo 2025, o maior evento global de entretenimento, volto entusiasmado. São incríveis as possibilidades de produtos e experiências já em operação pelo mundo, e, no Brasil, é notório o crescimento do setor. Sim, o entretenimento está cada vez mais presente em nosso cotidiano, não apenas em projetos, mas principalmente na vida da população. Esse é um caminho sem volta.
Antes de falar de negócios, falemos sobre pessoas. Afinal, somos voltados a famílias, jovens e indivíduos de diferentes faixas etárias. E entre as tendências globais, há uma crescente necessidade por atividades sociais. Apenas nos Estados Unidos, estima-se que até metade (ou mais) da população se sente sozinha, seja na vida adulta ou infantil. Aqui, o entretenimento tem um papel crucial, de socialização e de contribuir para momentos felizes.
E que outros fatores e tendências têm impulsionado o entretenimento pelo mundo?
Destaquemos alguns:
1. Não se trata mais apenas de entretenimento “puro sangue”, mas também de hotelaria, restaurantes e outros negócios;
2. Os consumidores estão dispostos a pagar mais pela experiência desejada. Acertado o produto, há propensão a consumo;
3. A tecnologia potencializa a experiência, mas por si só não será suficiente. Autenticidade é inegociável;
4. Inovação gera curiosidade. No entanto, a repetição de consumo depende de como as pessoas se sentem em nossos produtos;
5. Gameficação, tematização e storytelling são capítulos a parte, assim como o papel das marcas em alguns negócios.
E como o Brasil pode aproveitar ainda melhor as oportunidades do entretenimento?
Falemos sobre algumas, com um olhar amplo a outros negócios:
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Hotelaria, nossos produtos requerem mais calor, alma e diferenciação. Não se trata apenas de refeição, recreação e hospedagem. É preciso melhorar a experiência;
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Adulto também tem, ou deveria ter, uma criança interior. Tematização e storytelling não são assuntos apenas infantis. Pode-se e deve-se estimular também adultos;
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O entretenimento como negócio é ótimo, mas com imobiliário pode ser incrível. Hotéis e residências turísticas induzem nova demanda e diversificam o risco;
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Por que eventos precisam ser em espaços tradicionais? Convenções buscam conectar pessoas e emocioná-las. Por que não usar a magia do entretenimento?
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Marcas não são necessariamente custo, mas sim investimento. Para produtos e localizações corretas, as marcas podem ampliar o potencial do seu negócio;
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Entretenimento é estratégico para negócios de turismo compartilhado. Não apenas para a venda, mas fundamentalmente como âncora da proposta de valor;
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Hotéis corporativos, sejamos menos “boring” e mais “cool”. Bons bares e restaurantes “vivos” estimulam consumo e melhoram a experiência do hóspede.
E no entretenimento “puro sangue”, há oportunidades?
No Brasil, faturamos R$ 8,2 bilhões e temos 128 milhões de visitantes no setor de entretenimento. Não por acaso, os investimentos crescem em nosso país, pois há demanda reprimida nas capitais e em diversos destinos turísticos. São quase 80 os novos projetos em estruturação, segundo o estudo setorial do Sindepat com a Adibra e a Noctua.
Além das oportunidades de novos negócios, um olhar para dentro das empresas permitirá melhorias contínuas e margens ainda mais atrativas. Alguns insights:
1. Novos produtos. Renovações, expansões e eventos sazonais;
2. Otimização de receita. Revenue management, upselling, patrocínios e parcerias;
3. Crescimento de demanda. Aumento de grupos, estímulos de marketing e ao público regional;
4. Eficiência operacional. Automatização e tecnologia, retenção de talentos e iniciativas de redução de custo.
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Naveguemos juntos pelo mar de oportunidades do entretenimento no Brasil.

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